sexta-feira, 3 de junho de 2011

eu concordo com einstein

Acabei de ler um texto do Albert Einstein que meu namorado indicou, chama-se "Sobre a liberdade", e é bastante fácil de achar o pdf na internet, para quem estiver interessado em ler. Excelente texto, mas gostaria de comentar alguns trechos que me chamaram a atenção em especial.

Sobre a conceituação de liberdade, logo no início do texto, Einstein fala sobre a priorização do desenvolvimento de dois caracteres em especial para o desenvolvimento humano: os instrumentos para a preservação da saúde e vida e a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento pleno das suas faculdades intelectuais e artísticas, segundo aptidões pessoais de cada ser. Para mim não há dúvidas de que a sociedade que vemos hoje, com sua gama variada de normatizações e métodos de coerção para a unificação de comportamento tem origem na religião, instrumento fundamental para manter a ordem na sociedade (não estou querendo colocá-la como vilã). A partir da concepção de que existiria um arquétipo humano de Deus, tornou-se possível aos normatizadores religiosos lançarem mão de um leque de possibilidades de coerção dos indíviduos, a partir da possibilidade de uma punição desse Deus antropomorfo. Um bom exemplo disso é a forma que Deus é encarado no velho testamento - uma entidade arbitrária, vingativa.

Com o avanço humano, foi se tornando cada vez mais possível o questionamento dessa autoridade, a partir do desenvolvimento da razão e elaboração de teorias, que preconizam muito mais o possível e, bem, passam longe do sublime - o surgimento da ciência, como a conhecemos hoje. Porém, observa-se que com o tempo, a ciência se dedicou muito mais ao "como" do que ao "por quê". Veja bem, o entendimento de como as coisas acontecem a nossa volta é fundamental até para a melhoria da nossa condição humana, porém sem um porque, sem considerar a possibilidade de que as coisas ocorrem por um determinado motivo, me arriscaria a dizer que ciência tem um grande risco de tornar-se falha, da mesma forma que se a religião assume uma postura de enaltecer os fenômenos considerados "sublimes", sem ponderar sobre que tipo de caracteres possibilitaram que esse fenômeno ocorresse, se torna uma entidade sem propósito. E é aí, me arrisco a dizer, a partir do entendimento desses conceitos, que está o cerne da evolução da espiritualidade humana.

Em suma, acredito que a humanidade evoluiu significativamente em termos espirituais e científicos, basta percorrer as vastas bibliotecas que temos a nossa disposição. Mas é preciso mais - se faz necessária a aproximação dessas duas entidades, não como opostos, mas como complementares, mas para isso, a humanidade ainda tem que passar por toda uma reavaliação de conceitos - aí sim estaríamos no caminho certo da nossa evolução.

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