sábado, 18 de junho de 2011
alteridade
Eu estava dando uma olhada na internet e, vi um texto citando uma obra sobre um sobrevivente homossexual dos campos de concentração nazista - Rudolf Brazda - enfatizando o discurso proferido pelas autoridades nazistas na condenação do ato, em que citam a manutenção da moral e dos bons costumes e apontam os homossexuais como ameaça a sociedade ariana. E a sociedade ainda se depara com o mesmo tipo de discurso, sobre moral e bons costumes. A questão é que a "moral e bons costumes", são estabelecidos a partir de acordos coletivos, o que não quer dizer necessariamente que as necessidades individuais de expressão devam ser deixadas de lado, isso significaria se negar como humano. Se você está em qualquer atividade em grupo e a aparece uma divergência, a primeira coisa a se fazer é conversar, entender os motivos dessa divergência pra daí se buscar uma solução. Não é preciso muito esforço para buscar exemplos gritantes na história da humanidade de que a imposição cega e a ausência de alteridade é burrice, empaca o desenvolvimento humano em todas as esferas.
sábado, 4 de junho de 2011
putz, não aguento mais ficar em casa
Na última terça, tive a minha consulta com a obstetra e ela me disse que eu ganharia minha bebê dentro de uma semana. Desde então, ninguem tá me deixando botar o pé pra fora de casa pra nada. Não lavo um copo, não vou na padaria, nadinha. O pessoal aqui em casa e meu namorado devem achar que a minha menina vai sair cuspida. É por isso mesmo que hoje não to muito inspirada pra escrever, porque pra escrever você precisa de uma motivação. Esses dias tudo o que eu tenho feito é trabalhar no meu projeto pra faculdade, sentada em frente ao computador. De vez em quando dou uma olhada em um ou outro blog, mas não tá tendo nada muito interessante. Portanto, o post hoje vai ser mais reduzido,vou ver se eu consigo uma motivação pra escrever mais tarde.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
eu concordo com einstein
Acabei de ler um texto do Albert Einstein que meu namorado indicou, chama-se "Sobre a liberdade", e é bastante fácil de achar o pdf na internet, para quem estiver interessado em ler. Excelente texto, mas gostaria de comentar alguns trechos que me chamaram a atenção em especial.
Sobre a conceituação de liberdade, logo no início do texto, Einstein fala sobre a priorização do desenvolvimento de dois caracteres em especial para o desenvolvimento humano: os instrumentos para a preservação da saúde e vida e a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento pleno das suas faculdades intelectuais e artísticas, segundo aptidões pessoais de cada ser. Para mim não há dúvidas de que a sociedade que vemos hoje, com sua gama variada de normatizações e métodos de coerção para a unificação de comportamento tem origem na religião, instrumento fundamental para manter a ordem na sociedade (não estou querendo colocá-la como vilã). A partir da concepção de que existiria um arquétipo humano de Deus, tornou-se possível aos normatizadores religiosos lançarem mão de um leque de possibilidades de coerção dos indíviduos, a partir da possibilidade de uma punição desse Deus antropomorfo. Um bom exemplo disso é a forma que Deus é encarado no velho testamento - uma entidade arbitrária, vingativa.
Com o avanço humano, foi se tornando cada vez mais possível o questionamento dessa autoridade, a partir do desenvolvimento da razão e elaboração de teorias, que preconizam muito mais o possível e, bem, passam longe do sublime - o surgimento da ciência, como a conhecemos hoje. Porém, observa-se que com o tempo, a ciência se dedicou muito mais ao "como" do que ao "por quê". Veja bem, o entendimento de como as coisas acontecem a nossa volta é fundamental até para a melhoria da nossa condição humana, porém sem um porque, sem considerar a possibilidade de que as coisas ocorrem por um determinado motivo, me arriscaria a dizer que ciência tem um grande risco de tornar-se falha, da mesma forma que se a religião assume uma postura de enaltecer os fenômenos considerados "sublimes", sem ponderar sobre que tipo de caracteres possibilitaram que esse fenômeno ocorresse, se torna uma entidade sem propósito. E é aí, me arrisco a dizer, a partir do entendimento desses conceitos, que está o cerne da evolução da espiritualidade humana.
Em suma, acredito que a humanidade evoluiu significativamente em termos espirituais e científicos, basta percorrer as vastas bibliotecas que temos a nossa disposição. Mas é preciso mais - se faz necessária a aproximação dessas duas entidades, não como opostos, mas como complementares, mas para isso, a humanidade ainda tem que passar por toda uma reavaliação de conceitos - aí sim estaríamos no caminho certo da nossa evolução.
Sobre a conceituação de liberdade, logo no início do texto, Einstein fala sobre a priorização do desenvolvimento de dois caracteres em especial para o desenvolvimento humano: os instrumentos para a preservação da saúde e vida e a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento pleno das suas faculdades intelectuais e artísticas, segundo aptidões pessoais de cada ser. Para mim não há dúvidas de que a sociedade que vemos hoje, com sua gama variada de normatizações e métodos de coerção para a unificação de comportamento tem origem na religião, instrumento fundamental para manter a ordem na sociedade (não estou querendo colocá-la como vilã). A partir da concepção de que existiria um arquétipo humano de Deus, tornou-se possível aos normatizadores religiosos lançarem mão de um leque de possibilidades de coerção dos indíviduos, a partir da possibilidade de uma punição desse Deus antropomorfo. Um bom exemplo disso é a forma que Deus é encarado no velho testamento - uma entidade arbitrária, vingativa.
Com o avanço humano, foi se tornando cada vez mais possível o questionamento dessa autoridade, a partir do desenvolvimento da razão e elaboração de teorias, que preconizam muito mais o possível e, bem, passam longe do sublime - o surgimento da ciência, como a conhecemos hoje. Porém, observa-se que com o tempo, a ciência se dedicou muito mais ao "como" do que ao "por quê". Veja bem, o entendimento de como as coisas acontecem a nossa volta é fundamental até para a melhoria da nossa condição humana, porém sem um porque, sem considerar a possibilidade de que as coisas ocorrem por um determinado motivo, me arriscaria a dizer que ciência tem um grande risco de tornar-se falha, da mesma forma que se a religião assume uma postura de enaltecer os fenômenos considerados "sublimes", sem ponderar sobre que tipo de caracteres possibilitaram que esse fenômeno ocorresse, se torna uma entidade sem propósito. E é aí, me arrisco a dizer, a partir do entendimento desses conceitos, que está o cerne da evolução da espiritualidade humana.
Em suma, acredito que a humanidade evoluiu significativamente em termos espirituais e científicos, basta percorrer as vastas bibliotecas que temos a nossa disposição. Mas é preciso mais - se faz necessária a aproximação dessas duas entidades, não como opostos, mas como complementares, mas para isso, a humanidade ainda tem que passar por toda uma reavaliação de conceitos - aí sim estaríamos no caminho certo da nossa evolução.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
sobre fé
Ontem a noite aqui em casa, tivemos um desses raros momentos em que todo mundo senta na sala e conversa de forma espontânea. Falamos muito sobre espiritualidade de uma forma geral, o que me fez tirar duas conclusões: (1) não só a minha família, mas acho que a maioria das pessoas, está focada demais no que quer, e por isso mesmo, se esquece de ponderar o que realmente precisa, e (2) quando você se baseia no conhecimento e sermões proferidos por outros e não usa seu poder de observação pura e simplesmente, você tem uma séria tendência de ficar estagnado. Não estou querendo impor uma verdade absoluta sobre quem está certo ou não, mas apenas expor minhas opiniões.
Minha mãe é separada do meu pai, que tem uma outra família, isso já tem uns 12 anos, mas só há dois anos que eles oficializaram o divórcio. Ela é freqüentadora dessas igrejas evangélicas, e em resumo, ela acredita firmemente que Deus vai faze-los pagar pelo sofrimento dela. Daí eu expus a ela uma outra teoria: a de que eles talvez já tenham pagado, e que na verdade, ela é que teria que ter aprendido algo com isso. Que se Deus tivesse atendido as preces dela e trazido meu pai de volta, ela ia ficar com os conceitos dela estagnados, e não se ia se livrar dos que precisam ser deixados para trás. Acredito firmemente que tudo o que você passa, independente dos resultados que trazem para você, servem pra te ensinar sobre algo, e que se você sofre, é porque você ainda não captou a mensagem.
Eu não tenho uma religião definida, mas eu sempre digo que se fosse optar por uma, seria espírita. Bom, ontem divulguei alguns dos conceitos que eu conheço da doutrina pro pessoal daqui de casa (inclusive, o que citei acima é um deles). Falei sobre empatia e observação do meio externo e sobre minha concepção de Deus. Em resumo, não acredito em um Deus arquétipo, mas num Deus subjetivo, que se manifesta quando manifestamos nosso melhor, quando temos aquele insight genial pra resolver um determinado problema, quando chegamos exaustos e felizes do trabalho simplesmente por nos darmos conta que demos o melhor de nós e que o nosso trabalho surtiu resultados positivos, ou até quando a gente come nosso prato preferido. Falei um pouco sobre o conceito de médium, como simplesmente uma pessoa com mais empatia e sensibilidade com relação aos sentimentos do próximo e do meio, de uma forma geral, e comentei que já fui abordada uma vez e me disseram que eu era uma.Como resultado, minha mãe atirou uma água gelada - acho que era água benta - nas minhas costas quando eu estava tomando banho. Não fiquei brava com isso não, entendi que na cabeça dela, ela estava querendo me proteger, porque, pelo espiritismo, quando você tem um certo grau de mediunidade, o meio externo te afeta um pouco mais do que os outros, e ela entendeu que isso me deixava "vulnerável", por isso tacou a água em mim. Enfim, mães são todas apavoradas.
Bom se eu escolhesse duas pessoas pra contar esse relato, um ateu e um católico fervorosos, acredito que os dois teriam a mesma reação: combater a idéia que eu expus até o último momento, sem considerar a hipótese do "e se". Acho que ambos não estão tão distantes assim um do outro em termos "ideológicos". A estagnação está no ignorar pontos de vista diversos pra sobrepujá-los, seja por vaidade, por orgulho, ou até medo. Acredito que quanto mais você percebe que você não sabe de nada e que você precisa ouvir mais, mais perto do caminho você está.
Minha mãe é separada do meu pai, que tem uma outra família, isso já tem uns 12 anos, mas só há dois anos que eles oficializaram o divórcio. Ela é freqüentadora dessas igrejas evangélicas, e em resumo, ela acredita firmemente que Deus vai faze-los pagar pelo sofrimento dela. Daí eu expus a ela uma outra teoria: a de que eles talvez já tenham pagado, e que na verdade, ela é que teria que ter aprendido algo com isso. Que se Deus tivesse atendido as preces dela e trazido meu pai de volta, ela ia ficar com os conceitos dela estagnados, e não se ia se livrar dos que precisam ser deixados para trás. Acredito firmemente que tudo o que você passa, independente dos resultados que trazem para você, servem pra te ensinar sobre algo, e que se você sofre, é porque você ainda não captou a mensagem.
Eu não tenho uma religião definida, mas eu sempre digo que se fosse optar por uma, seria espírita. Bom, ontem divulguei alguns dos conceitos que eu conheço da doutrina pro pessoal daqui de casa (inclusive, o que citei acima é um deles). Falei sobre empatia e observação do meio externo e sobre minha concepção de Deus. Em resumo, não acredito em um Deus arquétipo, mas num Deus subjetivo, que se manifesta quando manifestamos nosso melhor, quando temos aquele insight genial pra resolver um determinado problema, quando chegamos exaustos e felizes do trabalho simplesmente por nos darmos conta que demos o melhor de nós e que o nosso trabalho surtiu resultados positivos, ou até quando a gente come nosso prato preferido. Falei um pouco sobre o conceito de médium, como simplesmente uma pessoa com mais empatia e sensibilidade com relação aos sentimentos do próximo e do meio, de uma forma geral, e comentei que já fui abordada uma vez e me disseram que eu era uma.Como resultado, minha mãe atirou uma água gelada - acho que era água benta - nas minhas costas quando eu estava tomando banho. Não fiquei brava com isso não, entendi que na cabeça dela, ela estava querendo me proteger, porque, pelo espiritismo, quando você tem um certo grau de mediunidade, o meio externo te afeta um pouco mais do que os outros, e ela entendeu que isso me deixava "vulnerável", por isso tacou a água em mim. Enfim, mães são todas apavoradas.
Bom se eu escolhesse duas pessoas pra contar esse relato, um ateu e um católico fervorosos, acredito que os dois teriam a mesma reação: combater a idéia que eu expus até o último momento, sem considerar a hipótese do "e se". Acho que ambos não estão tão distantes assim um do outro em termos "ideológicos". A estagnação está no ignorar pontos de vista diversos pra sobrepujá-los, seja por vaidade, por orgulho, ou até medo. Acredito que quanto mais você percebe que você não sabe de nada e que você precisa ouvir mais, mais perto do caminho você está.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
uma nova vida
Hoje eu li uma matéria online da revista época falando sobre manias de mãe, como mudar móveis da casa, arrastar os filhos pelo braço na rua, mexer insistentemente nos nossos rebeldes fios de cabelo pra eles ficarem no devido lugar. Fico pensando em qual vai ser minha mania. Minha garotinha já vai nascer daqui a uns dias, e eu estou ansiosa até pra conseguir dormir. Fico pensando em quando é que a minha bolsa vai estourar, como vai ser. Meu "namorado/marido" não quer que eu saia de casa, e se eu fico assim, sem gastar minha energia, fico mais agitada ainda. Minha mente está quase que totalmente focada no momento do parto. E como vai ser quando ela nascer? que nossas ela vai herdar? Eu imagino ela com os olhos grandes e redondos do pai, sempre que eu sonho com ela imagino assim.
Tenho a impressão que vou ser aquele tipo de mãe que vai quase sempre na escola, briga com professor porque não gosta da didática. Uma coisa que eu faço questão é de acompanhar a vida escolar dela, lá vai ser o lugar onde ela vai aprender a se relacionar com os outros, que ela vai desenvolver muitos dos conceitos que provavelmente vão acompanhá-la pelo resto da vida. Também quero que ela troque o menos possível de escola. Minha família se mudou muito, por isso minha vida escolar foi bastante agitada. Em termos de rendimento foi regular, mas eu sempre ficava meio sem chão quando mudava de escola, sempre tinha que ficar me adaptando, não gostava muito.
Sei que não vou poder proteger minha filha pra sempre do mundo, mas quando ela tiver autonomia pra fazer as próprias escolhas dela, quero que ela tenha maturidade pra fazer sempre as melhores escolhas. Quero que ela aprenda a lidar com o mundo e com as pessoas, não tenha medo de sair e expor suas idéias,de se defender dos ataques que ela e todos nós estamos e estaremos expostos. São os meus votos de coragem e força pra minha garotinha, pra que ela conquiste seu espaço.
Tenho a impressão que vou ser aquele tipo de mãe que vai quase sempre na escola, briga com professor porque não gosta da didática. Uma coisa que eu faço questão é de acompanhar a vida escolar dela, lá vai ser o lugar onde ela vai aprender a se relacionar com os outros, que ela vai desenvolver muitos dos conceitos que provavelmente vão acompanhá-la pelo resto da vida. Também quero que ela troque o menos possível de escola. Minha família se mudou muito, por isso minha vida escolar foi bastante agitada. Em termos de rendimento foi regular, mas eu sempre ficava meio sem chão quando mudava de escola, sempre tinha que ficar me adaptando, não gostava muito.
Sei que não vou poder proteger minha filha pra sempre do mundo, mas quando ela tiver autonomia pra fazer as próprias escolhas dela, quero que ela tenha maturidade pra fazer sempre as melhores escolhas. Quero que ela aprenda a lidar com o mundo e com as pessoas, não tenha medo de sair e expor suas idéias,de se defender dos ataques que ela e todos nós estamos e estaremos expostos. São os meus votos de coragem e força pra minha garotinha, pra que ela conquiste seu espaço.
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